O AMOR ILIMITADO DAS MÃES


O amor ilimitado das mães.

O amor ilimitado das mães.

No dia das mães é importante fazermos todas as homenagens, no texto abaixo o médico e escritor J.J. Camargo conta uma história emocionante e nos diz que o amor das mães não pode ser medido e tem o poder de superar toda a dor em prol de seus filhos. Que todos os filhos e filhas saibam homenagear e amar suas mães nesse dia e em todos os demais dias.

Todas as pesquisas que tentaram estabelecer os limites do sofrimento humano esbarraram em variáveis imponderáveis quando havia afeto envolvido.

Os modelos matemáticos e as projeções estatísticas se esboroam quando o sentimento passa a ser um parâmetro significativo. Até porque podemos ter desempenho físico cronometrado, ou quociente de inteligência medido, mas nunca alguém conseguirá estipular o limite humano da afeição ou da maldade, só para ficarmos em sentimentos extremados e opostos.

Precocemente, o cientista mais rígido descobre o quanto é inestimável e imprevisível, por exemplo, o que uma mãe pode suportar por seus filhos. Simplesmente porque não há como dimensionar o sentimento de quem considera razoável oferecer sua própria vida em troca da sobrevivência de suas crias.

No transplante de pulmão intervivos, se utilizam dois doadores que são operados em sequência para que a parte de um dos pulmões de cada um deles, vá substituir o pulmão inteiro do receptor.

A Malu, uma mulher miúda, foi a segunda doadora para o transplante de seu filho de 13 anos.

Logo depois despertou na UTI, ávida por notícias:

– Como ele está?

Informada que estava tudo bem, outra pergunta:

– E como eu estou?

– Muito bem, deu tudo certo.

– Doutor, eu posso sentar?

– Claro.

– Na cama?

– Sim.

– Mas se posso sentar na cama, eu posso sentar numa cadeira, e se posso sentar numa cadeira, nada impede que essa cadeira tenha rodas e eu possa ir até onde meu amadinho está, não é mesmo?

O brilho no olho era tão intenso e havia uma energia tão incontestável naquele pedido que ninguém se animou a contrariá-la. Assim, uma hora depois de despertar de uma grande cirurgia de pulmão, aquela brava criatura, sem tempo para essas queixas menores que fazem as pessoas comuns, foi transportada com drenos e sondas, em uma cadeira de rodas, até o box do isolamento onde começava a despertar seu caçula muito amado.

Se promovessem um leilão no bazar dos afetos, a figura daquela mãe, debruçada sobre o leito do filhote, chorando da mais pura emoção, com os lábios trêmulos colados na palma de uma mãozinha pequena e delicada, seria o meu lance símbolo do amor ilimitado. Quem dá mais?

FONTE: palavras.blog.br

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