BRASIL ELIMINADO EM QUARTAS DE FINAIS

Brasil é eliminado de novo em quartas de finais

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Fica a lição para o próximo Mundial, em 2014, a ser realizado sob os olhares do torcedor brasileiro
Por duas Copas do Mundo seguidas, o Brasil é eliminado nas quartas de finais. Jogando um futebol dinâmico e envolvente no primeiro tempo, a seleção brasileira não repetiu a atuação na etapa final de jogo e perdeu, de virada, por 2 a 1 para a equipe da Holanda, que segue para a semifinal do torneio. Fica a lição para o próximo Mundial, em 2014, a ser realizado sob os olhares do torcedor brasileiro.
Mesmo sob as desconfianças de partidas vencidas, muitas das vezes, de forma irregular durante a competição, o Brasil pisou no gramado do estádio Nelson Mandela Bay com a alcunha de ser cinco vezes campeão mundial, o que mostraria respeito diante de um adversário forte como a Holanda. E quem esperava um duelo difícil, viu a Seleção Canarinho dominando os holandeses e, por pouco, não abrir o marcador nos minutos iniciais com Robinho, porém o assistente marcou impedimento.
O gol saiu aos dez minutos, em um passe primoroso do volante Felipe Melo, que mais tarde viria a ser um dos responsáveis pela derrocada verde e amarela. Robinho abriu o placar. Marcando como nunca fez no torneio, o Brasil anulava os três grandes jogadores holandeses, Robben, Kuyt e Sneijder. Por pouco, Kaká não marca o segundo, assim como o zagueiro Juan. Contudo o primeiro tempo terminou no zero a zero.
O que foi um time valente e seguro, se transformou em pura apatia e nervosismo no segundo tempo. A Holanda cresceu muito mais pelos erros dos brasileiros. Aos oito minutos, eis o castigo: cobrança de Sneijder, falha do goleiro Júlio César, até então um dos grandes destaques da equipe de Dunga, e o placar empata: 1 a 1.
Em uma outra falha de jogada aérea, seis minutos depois, Sneijder, livre de marcação, fez o gol que decretou a eliminação do Brasil no Mundial da África do Sul. Para completar a apatia brasileira, Felipe Melo fez o que já se temia durante a competição. Nervoso, pisou de forma desleal em Robben e foi expulso. Pareceu que, pela primeira vez na Copa, Dunga olhou para o seu banco de reservas e não soube o que fazer. Nilmar e Gilberto entraram, mas em nada acrescentaram.
A principal lição que fica é que nunca na história dos Mundiais o Brasil levou um elenco tão limitado tecnicamente. Júlio César, Lúcio e Maicon foram os grandes destaques. Kaká, Luis Fabiano e Robinho, as grandes esperanças, precisavam mostrar mais.
Muitas pessoas ainda se perguntam o que fizeram Dunga convocar Felipe Melo, Kléberson, Júlio Baptista, Michel Bastos e companhia, esquecendo do brilhantismo do paraense Paulo Henrique Ganso e de Ronaldinho Gaúcho. Que venha 2014, e que a teimosia de um treinador não estrague, mais uma vez, o sonho do hexacampeonato

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